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Instruções para coleta das folhas de café
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Coletar 3º e 4º pares de folhas, a partir da ponta, ramos a meia-altura e produtivos. Coletar na Primavera-Verão.Os saquinhos para amostra de folhas estão disponíveis nos núcleos. Estas amostras podem ser entregues nos núcleos ou diretamente no Laboratório João Carlos Pedreira de Freitas, em Guaxupé - MG.

Instruções para retirada de amostras

Uma amostra não deve representar uma área com mais de 10 hectares (+ ou - 4 alqueires); Retire no mínimo 20 amostras simples em pontos diferentes de uma mesma gleba. Não importa o tamanho do terreno. O terreno tem que apresentar o mesmo padrão quanto a Cor - Topografia (baixada, encosta ou espigão) - Textura (argilosa ou arenosa). Nessaárea uniforme caminhe em zigue zague, tirando em pontos diferentes do terreno as amostras simples. As amostras simples são retiradas abrindo-se uma cova de 20 cm de profundidade. Limpe levemente a superfície do terreno, eliminado-se as folhas, restos de culturas e galhos. Aberta a cova retire uma fatia de terra do barranco dessa cova. Colocar essa fatia de terra em uma lata ou balde limpo. Repetir essa operação em diversos pontos do terreno sempre caminhando em zigue zague. Depois de retiradas as amostras simples, misture bem. Dessa mistura, tire umas 500 gramas (meio quilo) e coloque essa terra no saquinho apropriado. Para retirar amostras de terra em lavouras de café o procedimento é o mesmo. Varia apenas o local da retirada das diversas amostras simples. Em lavouras cafeeiras as amostras são tiradas na projeção da saia do café.
Não retirar amostras perto de residências, formigueiros, estábulos, depósitos de adubo ou calcário.
Os saquinhos para amostra de solo estão disponíveis nos núcleos. Estas amostras podem ser entregues nos núcleos ou diretamente no Laboratório João Carlos Pedreira de Freitas, em Guaxupé - MG.

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Bicho Mineiro
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Originário do continente africano, o bicho mineiro - Perileucoptera coffeella (Gerr. Merrev., 1842) está disseminado por todas as regiões do mundo. O seu ataque em cafezais foi observado pela primeira vez nas Antilhas em 1.842 e já em 1.850 foi constatado no Brasil, tornando-se a principal praga do cafeeiro.

O Ciclo

O bicho mineiro é uma pequena mariposa com coloração branco brilhante na parte dorsal medindo 6,5 mm de envergadura.Essas pequenas mariposas escondem-se durante o dia na parte inferior das folhas, iniciando sua atividade ao anoitecer. Colocam os ovos na parte superior das folhas e destes saem pequenas lagartas que penetram nas folha alimentando-se destas. A medida que se alimentam, vão abrindo galerias ou “minas”, entre a página superior e inferior das folhas, daí a origem da denominação “Bicho Mineiro”. As minas provocam o secamento da parte da folha correspondente a área atacada e podem ocasionar a queda da folha quando o ataque for intenso.Quando completamente desenvolvida, a lagarta sai da mina, abrindo uma fenda na epiderme superior da folha e encrisalidando-se na parte inferior da folha, normalmente na parte baixa do cafeeiro, onde chega pendurada por um pequeno fio de seda. A crisálida é branca sendo protegida por um casulo em forma de X, tecido por fios de seda. Após determinado período, que aproximadamente de 5 a 25 dias, nasce outra mariposa iniciando novamente o ciclo da praga.Podem ocorrer 8 a 12 gerações dessa praga por ano, tendo como condições ideais para desenvolvimento do inseto, temperatura em torno de 27°C e longos períodos de estiagem. Regiões muito quentes apresentam maior número de gerações da praga.

Prejuízos

Através de estudos realizados verificou-se que, em ataques severos do bicho mineiro cerca de 61% das folhas atacadas caem, e independente do tamanho da lesão, todas as folhas atacadas tem sua eficiência fotossintética bastante reduzida.Desta forma, dependendo da intensidade de infestação, podem ocorrer de 30 a 80% de prejuízos na produção, comprometendo todo esforço do produtor em conseguir boas safras através de adubações, capinas, podas e tratamentos fitossanitários (ferrugem, cercóspora, phoma, etc).As piores conseqüências ocorrem quando se verificam folhas com ataques superiores a 50% ou então quando ocorrem desfolhas precoces, a partir de abril até agosto - setembro. Desfolhas sucessivas tornam as plantas enfraquecidas comprometendo sua longevidade.As desfolhas precoces reduzem a formação de botões florais e as tardias influem negativamente no pegamento da florada. As desfolhas graves causam seca de ramos, principalmente nas plantas jovens (até 3 a 4 anos).

O Ataque

O ataque é favorecido por:

  • Longos períodos de estiagem.
  • Uso excessivo de fungicidas cúpricos para controle de ferrugem ou outras doenças.
  • Espaçamento muito aberto ou áreas muito ensolaradas.
  • Presença de cobertura morta, cultura intercalar ou mato nas ruas.
  • Adubações e tratos insuficientes.
  • Uso abusivo de inseticidas (desequilíbrios).
  • Áreas secas com baixa umidade relativa e proximidade de estradas com poeira.

Época de Controle

No Sul de Minas a maior incidência de praga tem ocorrido de março-abril até julho-agosto.O controle é feito preventivamente, normalmente no período de junho a agosto, a fim de se evitar a ocorrência do pico populacional do bicho mineiro de setembro-outubro.O início do tratamento deve ser realizado quando 30% das folhas do terço médio e superior do cafeeiros estiverem com larvas vivas. Durante o período mais favorável à praga, devem ser feitos levantamentos periódicos (cada quinzedias) a fim de se determinar o momento de controle.

Amostragem

A amostragem é feita escolhendo 4 a 5 pontos em cada talhão, constituído por 2 a 4 plantas ou covas, coletando-se em cada um, cerca de cem folhas de dez plantas (metade de cada lado da fileira) e tornando-se folhas do terceiro ou quarto par do terço médio das plantas. Quando o ataque ocorrer durante o período chuvoso, o nível de controle poderá ser de 20%.

Controle Biológico

O controle biológico do bicho mineiro existe naturalmente podendo ser realizado por parasitas e/ou predadores.Observa-se na prática em média, 30% de controle através dos inimigos naturais. Desta forma torna-se necessário a utilização de controle químico para complementação.Os predadores, normalmente, mais eficientes, são as vespas (marimbondos), que retiram as larvas de dentro das minas para delas se alimentarem.Os parasitas são microhimenópteros (pequenas vespas) sendo que cada um é capaz de parasitar apenas uma lagarta. As vespinhas põem um ovo sobre as lagartas do bicho mineiro dentro das minas, o ovo eclode e a sua larva se alimenta da lagarta, matando-a.

Controle Químico

O controle químico do bicho mineiro pode ser realizado através de inseticidas em pulverizações ou em aplicação via solo.

Vantagens da pulverização:

  • Menor custo dos produtos.
  • Possibilita a aplicação somente quando necessário e permite o uso simultâneo de outros produtos como micronutrientes e fungicidas.

Desvantagens da pulverização:

  • Maior custo operacional.
  • Maior possibilidade de intoxicação de operadores.
  • Maior chance de desequilíbrio biológico

No controle podem ser utilizados inseticidas organofosforados e piretróides. Para os organofosforados recomendam-se geralmente duas aplicações com intervalo de 30 a 45 dias. Em ataques severos, uma terceira aplicação pode ser necessária. A segunda e terceira pulverização deverá ser realizada somente se ocorrer a reinfestação da praga no talhão, constatada pela presença de lesões novas e com lagartas vivas.Quando forem utilizados inseticidas piretróides são recomendadas uma ou, no máximo duas aplicações com intervalo de 45 a 60 dias. Neste caso deve-se tomar bastante cuidado, pois os piretróides causam o desequilíbrio biológico favorecendo o desenvolvimento do ácaro vermelho. Em áreas onde o ataque de ácaro é problemático, deve se usar meia dose de fosforados e piretróides, ou, então, mistura específica de um acaricida específico a calda com piretróide.Para lavoura de um a dois anos, pode-se usar 20 a 30% de dosagem normal.Em espaçamentos adensados na linha, pode-se usar 20 a 30% a mais dos produtos, chegando-se a 50% a mais para os adensamentos na linha e rua.

Recomendações Gerais

As pulverizações devem ser feitas sempre que possível pela manhã e/ou a tardinha, preferencialmente, já que as mariposas apresentam hábitos crepusculares noturnos. A presença de nuvem de mariposas do bicho mineiro voando no talhão ao se agitar a folhagem dos cafeeiros não indica a necessidade de controle da praga neste talhão. Somente a amostragem de folhas indicará a necessidade de se fazer a pulverização. Em viveiros de mudas e em plantios novos no campo, devido a pequena área foliar das plantas, o controle químico deve ser feito assim que aparecer a praga. Em área onde já está sendo realizada a colheita e existe a necessidade de controle do bicho mineiro, deve-se observar os seguintes cuidados: Nunca realizar toda a colheita para após realizar controle do bicho mineiro. Neste caso, o controle poderá ser feito tardiamente, comprometendo o sucesso do mesmo. Recomenda-se, se necessário pulverizar os talhões já colhidos e os demais imediatamente após a colheita.

Os talhões que serão colhidos por último podem também, se necessário, receber o controle, desde que seja respeitado o período de carência.

Para recomendação do produto e a dosagem mais indicada, ou sobre o momento de aplicação, procure os técnicos de sua cooperativa.

Fonte: Folha Rural Cooxupé, Junho 1997

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