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Seguro rural cresce 25% e atenua perda do mercado

Tipo de Clipping: WEB

Assunto: Assuntos de Interesse

Data: 28/09/2020

Veículo: Estadão

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Germano Rorato/Estadão
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Imagem Coluna do Broadcast Agro
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Total de contratações no segmento rural já bateu R$ 3,61 bilhões – metade só de apólices agrícolas, que cobrem perdas nas lavouras, com avanço de 32%

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2020 | 07h24

As vendas de seguros rurais de janeiro a julho cresceram 24,8% em relação a igual período de 2019, atenuando a queda de 3% no mercado geral do setor, conta Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O total de contratações no segmento rural já bateu R$ 3,61 bilhões – metade só de apólices agrícolas, que cobrem perdas nas lavouras, com avanço de 32%. Outras modalidades voltadas ao campo também avançaram, como seguro de vida para produtores (32%), de animais (15%) e penhor rural (9%). Joaquim Neto afirma que o aumento dos subsídios federais para produtores interessados em proteger lavouras é um dos pilares do bom resultado: de R$ 440 milhões em 2019, podem chegar a R$ 1 bilhão em 2020. Se há um ano 52% dos seguros agrícolas tinham sido contratados com subsídio, hoje chegam a 89%. 

Soja
Soja
Foto: Germano Rorato/Estadão

Queremos mais

Se o governo garantir a subvenção de R$ 1,3 bilhão prometida para 2021, a expansão será mais acentuada, prevê Joaquim Neto. Diante do corte recente no orçamento deste ano, para R$ 880,9 milhões, a Fenseg solicitou recomposição da cifra. Por ora, a expectativa é de que o mercado de seguro rural encerre 2020 com incremento igual ou superior a 25% e, para 2021, de ao menos 30%. Ele lembra que em outras economias emergentes a subvenção é alta: 80% dos prêmios na China e até 85% na Índia.

Corrida

O horizonte promissor tem levado as 14 companhias que atuam com seguro rural no País a investir para garantir seu quinhão. “As empresas têm contratado colaboradores, como agrônomos, veterinários e peritos, e capacitado corretores”, diz Joaquim Neto. Para ele, mais concorrentes poderão surgir em dois a três anos. “Faria sentido empresas buscarem balancear no agronegócio resultados negativos em outros setores.”

Vem chegando...

A Deutsche Leasing do Brasil prepara as bases para oferecer financiamento de máquinas agrícolas em meados de 2021. Com o aval do Banco Central para operar como banco múltiplo, obtido em maio, o Banco Deutsche Leasing poderá trabalhar com Cédula de Crédito Bancário (CCB) – linha com juros de mercado – para indústrias do agronegócio e outros segmentos. Também busca aval do BC para repassar dinheiro do BNDES, conta Daniel Coimbra, vice-presidente do banco. 

Mansinho

Inicialmente, o grupo focará em parcerias com as três maiores fabricantes de máquinas agrícolas, AGCO, CNH Industrial e John Deere, para que concessionárias ofereçam a opção de crédito na hora da venda. No primeiro ano de operação, Coimbra estima uma carteira de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões. “Não pretendemos ser os maiores players (financeiros do agro). Buscamos uma pequena participação, que no mercado agrícola brasileiro já seria um valor significativo”, pondera. 

É obrigação

Em dois diálogos que a Tropical Forest Alliance (TFA) realizou este ano com a China para debater a sustentabilidade dos alimentos importados pelo gigante asiático, um recado ficou claro: os chineses reforçarão exigências quanto à segurança alimentar e à preservação ambiental. “Eles foram enfáticos”, avisa Fabíola Zerbini, diretora regional da TFA para a América Latina. A entidade, criada no âmbito do World Economic Forum, trabalha com os setores público, privado e a sociedade civil consolidando parcerias para reduzir o desmatamento e conservar florestas.

Direto na fonte

“O bacana tem sido falar com a China e não sobre a China”, conta Fabíola, adiantando que em breve deve ocorrer outra rodada de diálogo, desta vez sobre a cadeia da soja. “Ao fim dessas conversas, queremos fazer algo concreto: montar uma agenda de transição para a produção sustentável, inclusive para atrair financiadores.”

Voo alto

A startup brasileira Arpac, especializada em drones para pulverização de agroquímicos e captação de imagens, começa a oferecer a produtores do Meio-Oeste dos Estados Unidos soluções usadas em campos brasileiros. Em parceria com outra startup, a israelense Taranis, Eduardo Goerl, CEO e fundador da Arpac, espera ver os 9 mil hectares monitorados em agosto e setembro em Indiana e Illinois subirem para 45 mil hectares/mês na região a partir de março de 2021, período de preparo do plantio no país. 

Horizonte

Nos EUA, a Arpac começará trabalhando com serviço de análise de imagens das lavouras captadas pelos drones, até atender a “todas as regulamentações e certificações para a aplicação de químicos” por drones, diz Goerl. Aqui, a startup espera fechar 2020 com mais de 150 mil hectares monitorados ou pulverizados – ante 12 mil em 2019. A demanda se concentra no Sul e Sudeste e vem aumentando no Centro-Oeste, conta.

Refinado

O açúcar Guarani, marca da Tereos, disparou em vendas online no período de isolamento social para redes de pequenos e médios varejistas. Gustavo Segantini, diretor comercial da Tereos, conta que de março a agosto o e-commerce da marca vendeu 291,1 mil quilos, volume 274% maior do que em igual período de 2019. Já o número de clientes aumentou 283%, com faturamento 387% maior. / CLARICE COUTO, TÂNIA RABELLO e JULLIANA MARTINS 

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